O Tribunal de Shenzhen, na China, condenou nesta quinta-feira (20) o fundador da gigante imobiliária Evergrande, Xu Jiayin, à prisão perpétua. O empresário, que já foi o homem mais rico do país, foi considerado culpado por uma série de crimes financeiros e de corrupção que marcaram um dos maiores escândalos corporativos da história recente.
Além da reclusão, o tribunal determinou o confisco integral de todos os bens pessoais de Xu. A sentença encerra um processo judicial que detalhou como a cúpula da companhia inflou ativos e ocultou dívidas astronômicas por anos, mantendo uma operação insustentável através de subornos e desvios.
Penalidades e multas recordes
As punições impostas pelo tribunal não se restringiram ao fundador. O Evergrande Group foi condenado a pagar uma multa de 8,82 bilhões de yuans (cerca de R$ 7,9 bilhões), enquanto a subsidiária Evergrande Real Estate recebeu uma sanção de 7 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 5,4 bilhões).
O desdobramento jurídico do caso resultou em um total de 56 sentenças. Cinco ex-executivos da alta cúpula, incluindo ex-presidentes da companhia, receberam penas de prisão que variam de seis a 18 anos.
“O grupo inflou artificialmente seus ativos e escondeu dívidas de forma contínua, violando leis nacionais e causando prejuízos sociais e econômicos gravíssimos”
Símbolo do colapso imobiliário
A Evergrande tornou-se o principal rosto da crise no setor imobiliário chinês. A empresa entrou em moratória em 2021, acumulando um passivo de cerca de US$ 330 bilhões (aproximadamente R$ 1,7 trilhão), após enfrentar um cenário de restrições ao crédito impostas por Pequim.
O desfecho do processo judicial agora coloca um ponto final em um ciclo de incertezas que afetou investidores globais e parceiros estratégicos:
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Liquidação Judicial: Em janeiro de 2024, a Justiça de Hong Kong já havia ordenado a liquidação da empresa para ressarcimento de credores internacionais.
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Fraude em Balanços: Investigações confirmaram que a companhia inflou receitas em mais de US$ 78 bilhões e lucros em US$ 12,7 bilhões.
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Impacto no Mercado: O escândalo envolveu até grandes auditorias globais, que sofreram sanções por não terem detectado as irregularidades contábeis.






