A Polícia Federal solicitou nesta quinta-feira a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e outros investigados por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. O pedido ocorre após o Superior Tribunal de Justiça conceder habeas corpus aos alvos da operação.
As investigações apontam que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades como apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, utilização de intermediários para ocultação de valores, operações com criptomoedas e envio de recursos ao exterior.
Os investigados haviam sido presos temporariamente no dia 15 durante uma operação da Polícia Federal. No entanto, o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, considerou ilegal a prisão temporária de 30 dias, destacando que o prazo inicialmente solicitado pela própria Polícia Federal era de cinco dias, período já encerrado.
Com o avanço das investigações e a análise de materiais apreendidos, incluindo dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros, a Polícia Federal afirma ter identificado novos elementos que justificariam a conversão das prisões temporárias em preventivas. A corporação sustenta que a medida é necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade das acusações e do volume de recursos envolvidos, além de apontar risco de continuidade das atividades ilícitas e possível interferência nas investigações.
A defesa de MC Ryan SP se manifestou publicamente, classificando o novo pedido como extemporâneo e questionando a necessidade da medida. O posicionamento ressalta que, se os requisitos para prisão preventiva já estivessem presentes anteriormente, o pedido deveria ter sido feito no momento adequado. A defesa afirma esperar o indeferimento da solicitação e o cumprimento da decisão do STJ.
MC Ryan SP permanece no Centro de Detenção Provisória de Belém, na Zona Leste de São Paulo, enquanto não há confirmação oficial sobre sua liberação. A defesa também destacou que a decisão judicial reconheceu a ilegalidade das prisões no âmbito da operação e que a revogação seria consequência direta desse entendimento.
Até o momento, não houve manifestação pública da defesa de MC Poze do Rodo sobre o novo pedido de prisão.






