Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, voltou a ser alvo das autoridades nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, em uma nova fase da Operação Caronte, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. A ação mira a ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas por meio de empresas dos setores de transporte e rodeios.
A investigação aponta que Magrini teria usado empresas, sócios intermediários e estruturas empresariais para dar aparência legal a valores de origem ilícita. A apuração também identificou movimentações financeiras ligadas a companhias que atuavam em atividades comerciais formais, o que teria permitido a circulação de recursos sem levantar suspeitas imediatas.
Nas redes sociais, Eduardo Magrini se apresentava como produtor rural e figura ligada ao universo dos rodeios, além de exibir uma rotina marcada por carros de luxo, viagens internacionais e patrimônio elevado. A exposição pública passou a integrar o foco das investigações, que analisam a compatibilidade entre o padrão de vida apresentado e a origem dos valores movimentados.
A ofensiva foi conduzida pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, em parceria com o GAECO de Campinas. A operação reforça o avanço das investigações sobre métodos usados por facções criminosas para inserir dinheiro ilícito em atividades econômicas regulares, especialmente por meio de empresas, eventos e negócios com grande circulação financeira.





