O médico ginecologista Marcelo Arantes Silva foi preso em casa, em Goiânia, suspeito de estuprar pacientes durante consultas e exames realizados também no município de Senador Canedo. A prisão preventiva foi cumprida na quinta-feira após determinação judicial, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de 20 vítimas já foram identificadas, com relatos de abusos ocorridos entre os anos de 2017 e 2026. As investigações apontam que o médico utilizava a posição profissional para conquistar a confiança das pacientes antes de cometer os crimes.
Segundo a apuração, o comportamento do suspeito seguia um padrão. Durante consultas, ele realizava toques considerados inadequados, fazia perguntas de cunho íntimo e conduzia exames de forma irregular. Há relatos de procedimentos feitos sem uso de luvas e questionamentos de natureza sexual durante os atendimentos. Em um dos casos, foi denunciada a prática de ato sexual.
A polícia enquadrou o caso como estupro de vulnerável, considerando que as vítimas estavam em situação de fragilidade dentro do ambiente clínico e sob autoridade médica. A investigação também destaca o impacto psicológico sofrido pelas pacientes.
Uma das vítimas relatou que ficou paralisada durante o atendimento. Segundo o depoimento, o médico iniciou a consulta de maneira cordial, mas mudou de comportamento ao longo do procedimento, adotando atitudes invasivas e desconectadas do contexto médico.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que o registro profissional do médico foi suspenso por decisão judicial. O órgão também declarou que denúncias envolvendo conduta ética são apuradas sob sigilo, conforme previsto nas normas da profissão.
A defesa do médico não havia se manifestado até a última atualização do caso.






