O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) abriu a série de sabatinas com os presidenciáveis promovida pela TV Globo, na noite desta segunda-feira (24). Durante o encontro, conduzido pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, o ex-governador de Minas Gerais defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticou a obrigatoriedade de imunizantes.
Dívida pública e embate
A sabatina começou com questionamentos sobre o crescimento da dívida pública estadual durante a gestão de Zema em Minas Gerais. Os âncoras cobraram explicações sobre a condução fiscal e apontaram o avanço dos compromissos financeiros do estado.
O candidato rebateu as críticas atribuindo o cenário a heranças de administrações anteriores e a encargos herdados de décadas passadas. Segundo ele, o volume de recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e repasses federais pesou nas contas públicas locais.
Posicionamento sobre o 8 de Janeiro
Ao ser questionado sobre os processos judiciais decorrentes dos ataques de 2025 e 2026, o candidato do Novo defendeu a concessão de anistia aos envolvidos. Para ele, os episódios não configuram tentativa de ruptura institucional.
“Quem comete o crime é quem leva o crime adiante. Quem idealizou, mas não levou, para mim, não cometeu crime”
A declaração gerou contrapontos imediatos por parte da bancada de jornalistas, que relembraram os crimes tipificados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de estado.
Saúde e segurança pública
No campo da saúde, Zema afirmou ter tomado todas as doses dos imunizantes contra a Covid-19 e declarou confiar na ciência, mas posicionou-se de forma contrária a qualquer medida governamental que torne a vacinação obrigatória para os cidadãos.
O presidenciável também comentou propostas na área de segurança pública e mencionou inspirações em modelos internacionais de enfrentamento ao crime organizado, ponderando que medidas extremas de exceção não devem ser aplicadas no país.




