A petroquímica Braskem informou ao mercado nesta segunda-feira (24) que seu conselho de administração aprovou o encaminhamento de um pedido de recuperação extrajudicial à Justiça. O objetivo é reestruturar passivos estimados em US$ 10,9 bilhões, montante que equivale a aproximadamente R$ 56,2 bilhões.
Acordo e impacto operacional
A medida ocorre após a companhia intensificar as negociações com credores para firmar um plano de reestruturação financeira. A saúde de caixa da empresa foi pressionada nos últimos anos por um cenário de preços baixos no setor global, além dos desdobramentos de um desastre ambiental associado à extração de sal-gema em Maceió.
Apesar da magnitude do processo, a diretoria da petroquímica ressaltou que a medida possui escopo estritamente financeiro e não interfere nos compromissos operacionais diários.
“A Braskem esclarece que a recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders”
Desvalorização e contexto
Fundada em 2002 a partir de ativos da antiga Odebrecht — hoje rebatizada como Novonor —, a empresa viu suas ações reagirem negativamente ao anúncio na bolsa de valores. Os papéis registraram quedas expressivas e chegaram a ficar temporariamente em leilão no início do pregão desta segunda-feira.
O histórico recente da corporação inclui reconfigurações societárias, como a entrada do fundo IG4 na operação após a aquisição da maior parte do controle acionário detido pela antiga controladora, em um esforço para estabilizar a gestão em meio a crises internacionais e passivos acumulados.





