Um colar avaliado em cerca de R$ 2 milhões, entregue de presente ao jogador Neymar, foi o ponto de partida que ajudou a Polícia Civil de São Paulo a desvendar uma ampla rede de receptação e desmanche de joias roubadas no estado. O caso motivou o início das apurações que culminaram na Operação Ouro Reverso.
A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. O atleta não é investigado no processo e figura na apuração apenas como o destinatário da peça de alto luxo, que havia sido ofertada pelo influenciador conhecido como Buzeira.
Segunda fase da operação
Nesta segunda-feira (24), policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) deflagraram a segunda fase da operação, cumprindo dezenas de mandados de busca, apreensão e prisões em São Paulo e Guarulhos. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 34 milhões em bens e valores dos suspeitos.
“O grupo investigado atuava em diferentes etapas do esquema, desde os roubos e furtos das joias até a receptação, comercialização e processamento do ouro”
As diligências contam com a participação de auditores fiscais e avaliadores para rastrear o fluxo financeiro e a comercialização clandestina dos metais preciosos na região central da capital.
O esquema e o desmanche do ouro
As investigações apontam que o núcleo do esquema operava na área conhecida como Círculo de Fogo, no centro paulista. Estabelecimentos comerciais instalados no local compravam alianças e adornos de origem criminosa para, em seguida, derreter o material.
O processo de fundição servia para apagar marcas originais, destruir provas e dificultar o rastreio policial do ouro subtraído em assaltos. A primeira etapa da operação, realizada em 2025, já havia resultado na prisão de figuras apontadas como negociadores e articuladores do esquema criminoso.




