Alvos e abrangência
A ação expediu nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em municípios de Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. As ordens judiciais foram emitidas pela 2ª Vara de Garantias de Goiânia e alcançam três contadores investigados por suposta atuação direta na estruturação da fraude.
O trabalho conjunto envolve o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, a Secretaria de Estado da Economia e as forças policiais estaduais. Órgãos ministeriais de outros estados também prestam apoio operacional para o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
Modus operandi do esquema
As apurações apontam a utilização de empresas noteiras para a emissão de documentos fiscais e a ocultação dos verdadeiros responsáveis pelas transações comerciais. Os valores eram movimentados por estruturas de fachada registradas em nome de laranjas com patrimônio incompatível.
“As duas principais empresas investigadas acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS constituídos e não pagos, com movimentações milionárias em curto período.”
O esquema visava blindar produtores rurais e empresários do pagamento de tributos obrigatórios. Além da sonegação fiscal, a investigação examina indícios de lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.
Desdobramentos e análise
O material recolhido durante as buscas será submetido a exames periciais para detalhar a extensão da rede ilícita.
As autoridades informam que as apurações continuam para identificar novos beneficiários do esquema e que o direito à ampla defesa será garantido aos investigados no decorrer do processo.




