A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de um lote de água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (2).
A proibição atinge diretamente o lote 110426L5, fabricado pela empresa GEPF Agro Indústria Ltda. A decisão ocorreu após laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), localizado no Rio de Janeiro.
De acordo com o documento oficial publicado pelo órgão regulador, os testes laboratoriais realizados em uma amostra de 250 mililitros detectaram a presença de coliformes totais na bebida. O resultado foi considerado insatisfatório com base nas normas sanitárias vigentes.
Entenda a determinação da vigilância sanitária
A interdição cautelar tem caráter preventivo e visa interromper a comercialização e o consumo do lote específico em todo o mercado nacional enquanto os procedimentos administrativos são concluídos.
A Anvisa fundamentou a medida nas diretrizes legais que estabelecem os critérios e padrões microbiológicos aceitáveis para alimentos e águas envasadas destinadas ao consumo humano.
A identificação de agentes microbiológicos fora do padrão regulatório exige o recolhimento imediato do produto para evitar eventuais riscos à saúde da população.
Posição oficial do fabricante e contestação do laudo
Em nota divulgada à imprensa, a GEPF Agro Indústria Ltda explicou que a fiscalização apontou resultado insatisfatório restrito aos coliformes totais. A empresa ressaltou que as testagens para outros organismos, como E. coli, Enterococos e P. aeruginosa, apresentaram resultados dentro do padrão normal.
A fabricante informou que, apesar de discordar da avaliação inicial, promoveu o recolhimento e a retenção preventiva de todo o lote afetado para garantir a segurança dos consumidores.
A empresa solicitou uma contraprova realizada no próprio Lacen-RJ no dia 27 de julho. Segundo a defesa apresentada pela marca, esta segunda análise indicou resultado satisfatório para o controle de coliformes.
“A fabricante alega ter identificado possíveis falhas nos procedimentos do laboratório, incluindo a manipulação de amostras perto de aparelhos de ar-condicionado, o que poderia gerar contaminação cruzada.”
Perícia final agendada para setembro
O desfecho do processo fiscal depende agora da perícia na amostra-testemunho. A análise técnica final do produto está oficialmente agendada para o próximo dia 8 de setembro.
A GEPF Agro Indústria declarou que aguarda a conclusão da perícia para o encerramento do caso e pontuou que poderá adotar medidas judiciais e administrativas cabíveis contra divulgações que considere precipitadas ou inverídicas.




