O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, fez duras críticas ao também postulante ao Palácio do Planalto Augusto Cury (Avante). A declaração ocorreu durante entrevista coletiva concedida antes de sabatina jornalística em São Paulo.
Questionado sobre o desempenho de Cury nas pesquisas de intenção de voto, nas quais o escritor figura como o principal nome da “terceira via” contra a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo, Renan minimizou a ascensão do concorrente e disparou contra a estratégia da campanha adversária.
“O senhor Cury fez uma campanha muito fácil, que é basicamente convocar influenciadores ligados ao Banco Master para divulgar ele fingindo que está tudo bem no país e que as pessoas precisam de um terapeuta. A gente não precisa de um terapeuta”, afirmou.
Pauta sobre corrupção e desdobramentos do Banco Master
Ao avaliar o ritmo da própria pré-campanha, o representante do partido Missão declarou que o cenário político entra em uma nova fase a partir de agora. Segundo o candidato, os desdobramentos das apurações envolvendo o Banco Master e as suspeitas de fraudes no INSS trarão o debate sobre corrupção de volta ao centro do debate eleitoral.
“Faltava começar a campanha de fato política. E começou. O caso do Banco Master e o escândalo do INSS vão começar a pautar e as pessoas vão ser obrigadas a falar sobre escândalos de corrupção”, declarou.
Renan aproveitou o momento para reafirmar suas bandeiras de combate à impunidade e de reestruturação do Judiciário. O candidato defendeu abertamente o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do fortalecimento de ações de combate ao crime organizado.
Meritocracia na educação pública
No campo das políticas sociais e educacionais, o presidenciável apresentou uma proposta voltada para a criação de incentivos financeiros na rede pública de ensino. O plano prevê a instituição de um auxílio pecuniário destinado às famílias de alunos que apresentarem bom desempenho escolar.
A medida faz parte de um programa amplo de valorização por mérito que pretende bonificar não apenas os estudantes, mas também professores e diretores com base em metas e resultados pedagógicos.
“Nós temos que premiar as crianças que vão melhor, premiar as famílias das crianças que vão melhor, os diretores que vão melhor e os professores que vão melhor”, defendeu.
Soberania e exploração de terras raras
Na área econômica e de diplomacia comercial, Renan Santos defendeu o uso das reservas brasileiras de terras raras como elemento estratégico de negociação internacional.
O plano do candidato prevê proibir a exportação de minerais brutos sem beneficiamento local, exigindo acordos internacionais pautados pela transferência de tecnologia e formação de joint ventures com empresas nacionais.
“Ninguém vai vir aqui extrair terra rara e levar esse material bruto para processar em outra nação”, concluiu o presidenciável.





