O pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, emitiu um pronunciamento público sobre a sua atuação como intermediário no contato entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Em manifestação divulgada nesta quinta-feira (3), o líder evangélico explicou manter uma relação de amizade com o banqueiro há mais de três décadas. Segundo Valadão, o empresário o procurou em abril de 2024 solicitando um canal de interlocução com o parlamentar mineiro, devido à proximidade existente entre o pastor e o congressista.
“A minha participação naquele episódio se restringiu exclusivamente a uma interlocução entre pessoas que eu conheço. Não houve qualquer relação da minha parte com negócios, interesses ou atividade do Banco Master”, declarou o pastor.
Esclarecimento sobre mensagens e alinhamento
O líder religioso também prestou esclarecimentos sobre um trecho de mensagem interceptada no qual afirmava que o deputado iria “contornar tudo”. De acordo com a versão apresentada por Valadão, a declaração se referia unicamente a um diálogo direto entre Nikolas e o empresário em razão de uma publicação na internet que havia desagradado o banqueiro.
“Eu estava me referindo exatamente a isso, ao fato que ele falaria diretamente com o Daniel para tratar daquele assunto”, justificou Valadão.
O pastor reiterou que não tinha conhecimento das irregularidades posteriormente atribuídas às operações do Banco Master e repudiou de forma categórica a ocorrência de atos ilícitos no cenário político ou empresarial.
Origem dos contatos e repercussão das conversas
A manifestação do líder religioso ocorre após a divulgação de trocas de mensagens entre o deputado federal e o ex-controlador do Banco Master. Ao se posicionar sobre o conteúdo vazado, Nikolas Ferreira confirmou ter obtido o número de Vorcaro por intermédio de Valadão e ressaltou que salvou o contato como “Dani” por ter recebido a indicação identificada dessa forma.
O parlamentar nega o recebimento de repasses financeiros do ex-dono da instituição financeira e sustenta que a interlocução mantida com o empresário foi pontual, sem qualquer contrapartida ou favorecimento.
O desdobramento das conversas segue sob acompanhamento nos bastidores políticos de Minas Gerais e de Brasília.





