A jovem Geovanna Janny Brites Monteiro, de 23 anos, morreu no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), após passar uma semana internada em estado grave. Ela deu entrada na unidade de saúde com severas lesões pelo corpo e não resistiu aos ferimentos.
Moradora do bairro Jardim Novo Mundo, em Goiânia, a jovem havia desaparecido no dia 28 de agosto. Segundo relatos da família, ela saiu de residência com a intenção de visitar a madrinha na cidade de Goianira, mas não chegou ao destino e parou de dar notícias.
Após dias de buscas intensas e o registro de um boletim de ocorrência, os familiares só localizaram a jovem no dia 6 de setembro. Na ocasião, descobriram que ela já recebia atendimento médico emergencial no Hugol.
Compra de combustível e dúvidas da família
Integrantes da família afirmam que, pouco antes de sofrer as queimaduras, Geovanna esteve em um posto de combustíveis localizado nas proximidades da unidade hospitalar. No local, a jovem teria efetuado a compra de gasolina.
Os parentes agora questionam publicamente as circunstâncias em que a venda do produto ocorreu. A principal dúvida gira em torno do recipiente utilizado para a liberação do combustível e das normas de segurança adotadas pelo estabelecimento comercial.
A irmã da vítima, Thamires Cristina Soares de Oliveira, destacou a busca constante por respostas claras sobre os momentos que antecederam a internação da jovem.
“A família esperava que ela se recuperasse e retornasse para casa. Seguimos buscando esclarecimentos sobre o que aconteceu entre o desaparecimento, a compra do combustível e o momento das queimaduras.”
Apuração policial e exames periciais
A Polícia Científica confirmou oficialmente a identidade de Geovanna e ratificou que as queimaduras graves foram a causa direta do óbito. As equipes foram acionadas diretamente no hospital para a realização dos procedimentos de remoção e análise do corpo.
No entanto, o órgão pericial informou que não realizou levantamentos no local exato onde a vítima sofreu as lesões. Por conta dessa limitação de campo, a perícia declarou que ainda não possui elementos suficientes para determinar a dinâmica dos fatos.
O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás, que instaurou inquérito registrado inicialmente como morte acidental. Os investigadores trabalham para apurar se a versão apresentada pelos familiares se confirma ao longo das diligências.
Geovanna deixa dois filhos pequenos, de 8 e 4 anos de idade. A investigação prossegue para esclarecer todo o itinerário percorrido pela jovem desde a sua saída de casa.




