Uma jovem de 18 anos descobriu ter sido vítima de estupro praticado por um homem de 32 anos, com quem dividia um apartamento há oito meses. O caso ocorreu no município de Uberaba, na região do Triângulo Mineiro. A vítima tomou conhecimento dos abusos após pegar o telefone celular do suspeito emprestado para fazer fotografias e se deparar com os registros salvos na galeria do aparelho.
As identidades do suspeito e da vítima foram preservadas pelas autoridades policiais para resguardar a integridade e a privacidade da jovem durante a instrução criminal. O homem foi preso em flagrante por estupro de vulnerável e conduzido à Delegacia de Polícia Civil local.
Conforme consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a jovem relatou que sempre teve livre acesso ao dispositivo e pediu permissão para tirar uma foto de si mesma. Ao abrir a câmera e navegar pelo armazenamento do sistema, identificou-se em uma das imagens em situação de abuso.
Descoberta dos arquivos e dinâmica do crime
A fotografia em questão mostrava a jovem deitada e desacordada em um sofá, vestida, porém com as peças íntimas abaixadas enquanto o homem cometia os atos libidinosos. Ao averiguar o acervo do dispositivo, a vítima localizou um total de seis vídeos e três fotos registrados sem o seu consentimento.
A análise dos metadados indicou que as imagens foram capturadas no dia 6 de outubro. Na ocasião, a vítima havia saído para um compromisso social com amigas, ingerido bebida alcoólica e, ao retornar para o imóvel, adormeceu no sofá da sala de estar.
Assim que visualizou os arquivos digitais, a jovem realizou o envio imediato das mídias para o próprio telefone para garantir a preservação das provas materiais do crime. Na sequência, ela confrontou o colega de apartamento na presença de uma testemunha.
Tentativa de fuga e agressão física
Inicialmente, o suspeito negou qualquer conduta ilícita, mas acabou admitindo a autoria dos atos gravados, justificando que se encontrava sob o efeito de álcool no momento da ação.
Ao ouvir da jovem que as autoridades policiais seriam acionadas para o local, o homem adotou postura ostensiva. Ele segurou a vítima com força pela região dos braços, pediu perdão, implorou para não ser denunciado e fugiu da residência antes da chegada da viatura.
“A vítima relatou que, ao anunciar que chamaria a polícia, foi segurada com violência pelo braço enquanto o homem pedia perdão e implorava para que a denúncia não fosse formalizada.”
As equipes policiais chegaram ao endereço e colheram o depoimento da jovem e de duas testemunhas que acompanharam o quadro de abalo psicológico da vítima logo após o confronto verbal.
Perícia nas imagens e prisão do suspeito
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais militares analisaram os vídeos e as fotos apresentados pela jovem. A equipe constatou formalmente que o homem manteve atos sexuais com a vítima enquanto ela permanecia inconsciente devido ao estado de sono. Em uma das gravações, o rosto do suspeito aparece claramente direcionado para a câmera antes de praticar a violência.
Durante o período em que esteve foragido, o homem continuou enviando mensagens de texto para o aplicativo de mensagens da vítima, mas esquivava-se de indicar sua localização exata. A Polícia Militar colheu informações com testemunhas e conseguiu interceptar o suspeito no bairro Girassóis.
Durante a abordagem oficial, o homem argumentou que não se recordava das ações retratadas no material multimídia. Ele justificou o comportamento alegando que costuma apresentar lapsos de memória recorrentes após o consumo exagerado de álcool.
O suspeito afirmou ainda aos agentes que considerava a vítima como uma irmã e que não tinha a intenção de causar prejuízos à jovem. O celular utilizado na gravação não foi apreendido, pois o suspeito alegou ter perdido o aparelho durante o percurso de fuga.
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a ratificação da prisão em flagrante do investigado, que permanece à disposição do Poder Judiciário.





