Dois servidores públicos foram presos em flagrante pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4/11) durante o cumprimento de mandados da Operação Linha Sombria. A ação tem como foco desarticular um grupo criminoso investigado por envolvimento em tráfico de drogas, contrabando e esquemas de lavagem de dinheiro.
O primeiro servidor público acabou detido ao ser flagrado pelas equipes com uma arma de fogo de porte ilegal. O segundo investigado, que já era alvo de um mandado de prisão preventiva no processo, foi preso em flagrante por manter o armazenamento irregular de anabolizantes.
Alcance da operação e apreensões
A Polícia Federal mobilizou equipes para o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram de forma simultânea nos municípios de Belém, Ananindeua e Vigia, localizados no Pará, e em Fortaleza, capital do Ceará.
Durante as buscas nos endereços ligados aos suspeitos, os policiais federais recolheram um verdadeiro arsenal, composto por:
Material apreendido na ação
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Quatro pistolas
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Um revólver
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Duas espingardas de calibre 12
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Munições de diversos calibres
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Diversos frascos e caixas de anabolizantes
Além do recolhimento de armas e produtos ilegais, a Justiça Federal acolheu o pedido dos investigadores e decretou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens e valores das contas dos suspeitos e de uma empresa acusada de integrar a rede de movimentação financeira do grupo.
Origem das investigações e divisão de tarefas
As apurações policiais tiveram início em agosto de 2024. Na ocasião, a prisão em flagrante de um suspeito com drogas, aparelhos celulares e cargas de cigarros contrabandeados de origem estrangeira deu início ao rastreamento da estrutura criminosa.
O trabalho investigativo revelou a existência de tratativas diretas para a compra e venda de entorpecentes, transferências bancárias suspeitas e o uso sistemático de contas de terceiros para dissimular a origem do dinheiro.
“Os investigadores identificaram uma divisão de tarefas bem definida entre os integrantes da organização, englobando a articulação com fornecedores e compradores, a distribuição local dos entorpecentes e a movimentação dos valores obtidos com os crimes”, aponta a Polícia Federal.
Com a consolidação das provas colhidas na Operação Linha Sombria, os investigados poderão responder por tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa.





