A exploração de terras raras em Goiás tem colocado o estado em posição estratégica no cenário global de tecnologia. Especialistas apontam que minerais encontrados na região de Minaçu são essenciais para a produção de itens como carros elétricos, smartphones e equipamentos de alta performance.
A jazida conhecida como Pela Ema concentra elementos considerados raros, como disprósio e térbio, fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes utilizados em motores elétricos, turbinas eólicas e sistemas avançados. Esses componentes são valorizados por sua eficiência e resistência a altas temperaturas.
O diferencial da mineração em Goiás está no tipo de depósito, classificado como argila iônica, uma formação incomum fora da Ásia. Essa característica permite a extração dos minerais por métodos mais simples e com menor impacto ambiental, já que dispensa o uso intensivo de produtos químicos agressivos e grandes processos de britagem.
A técnica utilizada baseia-se em um processo de troca iônica, no qual os elementos estão aderidos à superfície das partículas do solo e podem ser separados com soluções menos complexas. Esse modelo reduz o consumo de energia e aumenta a viabilidade econômica da operação.
Além disso, a estrutura adotada prioriza a sustentabilidade, com recirculação da maior parte da água utilizada e descarte de resíduos em áreas controladas, sem necessidade de barragens tradicionais. A operação também mantém o processamento inicial do minério em território goiano, agregando valor ao produto antes da comercialização.
Com metas de produção ambiciosas até 2027, o projeto busca consolidar Goiás como um dos principais polos fora da Ásia na oferta de terras raras. O avanço da atividade pode impactar diretamente o fornecimento global desses elementos, hoje concentrado majoritariamente na China, e influenciar o desenvolvimento de tecnologias estratégicas nos próximos anos.







