O lateral-direito Hayner, atleta do Vila Nova emprestado pelo Santos, foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (31). A ação ostensiva investiga a atuação de uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas e armas, além de possíveis conexões com facções criminosas.
Equipes policiais mobilizadas na capital goiana cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do jogador e nas dependências do Centro de Treinamento (CT) do Vila Nova, em Goiânia. Durante a vistoria nos locais, os investigadores confirmaram que nada de ilícito foi encontrado.
A ofensiva teve origem em uma apuração conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo e cumpriu ordens judiciais simultâneas em Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. De acordo com as investigações, além de atletas profissionais de futebol, empresários também figuram entre os investigados por suposto envolvimento com o grupo.
Operação mobiliza 100 policiais em cinco unidades da federação
Em âmbito nacional, a ação contou com a participação de cerca de 100 policiais civis, incumbidos de cumprir 4 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. O trabalho de campo recebeu o suporte de 38 viaturas e apoio aéreo.
Em nota oficial divulgada à imprensa e nas redes sociais, a diretoria do Vila Nova informou que o atleta nega veementemente qualquer participação em atos ilícitos. O jogador relatou que a citação de seu nome na investigação pode estar relacionada a uma amizade de infância com um dos alvos da operação, com quem cresceu na mesma comunidade no Espírito Santo.
“O atleta colaborou integralmente com as autoridades durante as diligências, prestou os esclarecimentos necessários e segue exercendo normalmente suas atividades profissionais no clube.”
Vistoria no CT e desdobramentos das investigações
No CT do Tigrão, os agentes inspecionaram o armário pessoal do atleta e a estrutura do clube. Ao final dos trabalhos, os policiais atestaram que nenhum material ilegal foi apreendido com o jogador ou nas instalações do time.
Além das ações realizadas em Goiânia, a mesma operação efetuou mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro contra o atacante David, do Vasco da Gama.
A diretoria do Vila Nova destacou que permanece à disposição das autoridades competentes e que acompanhará a evolução do caso para determinar eventuais medidas cabíveis conforme o avanço das apurações oficiais.





