Uma publicação feita nas redes sociais ganhou forte repercussão após a consumação de um crime brutal de violência contra a mulher. O pastor “itinerante” Jonatã de Jesus Batista divulgou uma mensagem em seus perfis virtuais afirmando que “religiosos são mais perigosos que demônios”. A postagem foi realizada exatamente nove dias antes de ele esfaquear e matar a sua ex-mulher, Jeane Cristina Mattes, de 43 anos.
O crime ocorreu no último domingo, na cidade de Americana, no interior do estado de São Paulo. A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que o ataque foi motivado por violência de gênero e o caso foi formalmente registrado e instaurado como feminicídio.
Na publicação prévia ao assassinato, o investigado fez uma analogia entre figuras religiosas e passagens bíblicas para justificar o seu pensamento.
“Os religiosos são mais perigosos que os demônios. Pois quando os demônios viam Jesus, se lançavam ao chão e o temiam. Já os religiosos o mataram!!!”, escreveu o suspeito em suas redes sociais.
Ataque durante festa de aniversário e presença dos filhos
A vítima participava da comemoração do aniversário de 15 anos do filho do casal no momento em que foi surpreendida e atacada por Jonatã. Jeane Cristina Mattes foi atingida por sete golpes de faca, sendo quatro das estocadas direcionadas diretamente contra a região do seu peito.
Os dois filhos do ex-casal, um adolescente de 15 anos e uma criança de 8 anos, estavam no local e presenciaram todo o ataque contra a mãe.
A mulher recebeu socorro imediato de pessoas que acompanhavam a celebração e foi encaminhada em estado grave ao Hospital Municipal de Americana. Contudo, devido à severidade dos ferimentos provocados pelas facadas, ela não resistiu e teve o óbito confirmado na unidade médica.
Histórico de violência doméstica e descumprimento de medida
Após desferir os golpes, o suspeito foi contido por populares que estavam no evento e impedido de fugir. Jonatã sofreu lesões ao ser imobilizado e precisou receber atendimento médico sob custódia antes de ser conduzido e apresentado na delegacia de polícia da região.
A apuração policial revelou que Jeane possuía uma medida protetiva de urgência em vigor contra o ex-companheiro. O pastor já acumulava histórico criminal e havia sido preso anteriormente por atos de violência doméstica praticados contra a ex-mulher.
Nas redes sociais, o investigado mantinha perfil ativo se apresentando como líder religioso e pregador “itinerante”, realizando palestras e cultos em diferentes localidades.
A Polícia Civil apreendeu a faca utilizada no crime e encaminhou o objeto para perícia técnico-científica. O caso segue sob investigação para o detalhamento de todas as circunstâncias que antecederam o ataque fatal e a formalização do inquérito policial.





