O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores. Os dados oficiais foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado confirma uma perda de ritmo da atividade econômica no país, após o avanço de 1,1% observado entre janeiro e março. Apesar da desaceleração, o indicador veio acima da expectativa do mercado financeiro, que previa alta de 0,4% no período.
Em termos monetários, a riqueza total gerada no país alcançou R$ 3,4 trilhões entre abril e junho. Desse montante, R$ 2,9 trilhões correspondem ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões referem-se aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.
O avanço de 0,5% no segundo trimestre interrompe a sequência de forte expansão vista no início do ano e reflete o desaquecimento da demanda interna.
Agropecuária lidera crescimento pelo lado da oferta
Do lado da produção, o setor agropecuário atuou como o principal motor da economia brasileira no trimestre, registrando uma expansão de 2,8%. O desempenho foi determinado pelo aumento da produtividade e pelas revisões positivas nas estimativas das safras anuais.
Entre os principais destaques do setor no período estão a cultura da soja, com crescimento estimado de 5,3% na produção anual, e do café, que apresentou elevação de 15,1%.
Desempenho detalhado dos setores produtivos
Os demais grandes setores da economia apresentaram ritmos mais modestos no trimestre. O segmento de Serviços avançou 0,2%, enquanto a Indústria teve ligeira variação positiva de 0,1%.
Na comparação detalhada por subgrupos no segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre, os resultados apresentaram o seguinte comportamento:
Setor de Serviços
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Informação e comunicação: +2,1%
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Transporte, armazenagem e correio: +1,1%
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Atividades imobiliárias: +0,2%
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Comércio: 0,0% (estabilidade)
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Outras atividades de serviços: 0,0% (estabilidade)
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Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: -0,3%
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Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: -0,4%
Setor Industrial
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Indústrias extrativas: +3,4%
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Indústrias de transformação: -0,4%
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Construção civil: -0,4%
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Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos: -1,1%
Consumo das famílias cai após períodos de alta
Pelo lado da demanda, o destaque negativo ficou com o Consumo das Famílias, que recuou 0,4% no segundo trimestre. Trata-se do pior resultado para o indicador desde o quarto trimestre de 2024, quando havia registrado queda de 0,6%.
A retração no consumo das famílias interrompe a trajetória de recuperação observada no início do ano, quando o item havia subido 0,8%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos produtivos do setor privado, cresceu 1,2%. O dado indica desaceleração em relação ao primeiro trimestre, período em que os investimentos haviam saltado 3,4%.
O Consumo do Governo teve variação positiva de 0,4%, mantendo o mesmo patamar do período anterior e reforçando o cenário de desaceleração observado desde o final do ano passado.
Comércio exterior e dados comparativos anuais
No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 0,8% em relação ao trimestre anterior, enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 1,8% no mesmo comparativo.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro avançou 2,0%. Nessa base de comparação anual, a Agropecuária cresceu 6,8%, a Indústria subiu 1,5% e o setor de Serviços registrou expansão de 1,5%.
No acumulado dos quatro trimestres encerrados em junho de 2026, a economia do país acumula alta de 1,9%. Para o encerramento do ano, a projeção do Ministério da Fazenda aponta para um crescimento do PIB de 2,3%.





