A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, com o objetivo de cumprir 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal no estado do Rio de Janeiro.
Alvos e investigações
A ação tem como principal alvo o ex-governador Cláudio Castro (PL) e apura a atuação de um conglomerado econômico do setor de combustíveis. Os investigadores analisam o uso de estruturas societárias complexas para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior.
As diligências desta sexta-feira ocorrem também em uma residência em Petrópolis, apontada pelas investigações como local utilizado para a realização de negociações consideradas fraudulentas pelo STF.
Fraudes e licenças ambientais
O inquérito policial foca na apuração de crimes de lavagem de capitais e em supostas fraudes na emissão de licenças ambientais para o funcionamento de uma refinaria de combustíveis.
Segundo a corporação, as autorizações teriam sido concedidas à revelia de pareceres e diretrizes técnicas dos órgãos competentes da administração pública estadual.
Agentes públicos envolvidos
A operação também concentra esforços na apuração da conduta de servidores e ex-ocupantes de cargos de relevância no governo fluminense.
Entre os investigados estão ex-titulares da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Transformação Digital, além de advogados e empresários suspeitos de integrar o esquema. Até o momento, as defesas dos citados ainda não se manifestaram sobre as ordens judiciais cumpridas.




