A jornalista Andréia Sadi passou por um momento de tensão ao vivo durante a transmissão do canal de notícias GloboNews. A apresentadora entrevistava o advogado Ricardo Sayeg, responsável pela defesa da empresária Karina Gama, produtora do filme Dark Horse, quando foi interrompida pelo jurista.
A discussão ocorreu no momento em que a equipe debatia o suposto envolvimento de verbas de emendas parlamentares na realização da obra cinematográfica, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Troca de farpas e pedido de respeito
Durante a entrevista, Ricardo Sayeg afirmou que sua cliente não sabia a origem do dinheiro utilizado para financiar o longa-metragem e que desconhecia ligações com outros nomes investigados. O jurista sustentava a tese de que a produção não teria feito uso de verba pública.
Ao tentar fazer uma intervenção para passar a palavra a outro repórter da bancada, Andréia Sadi pontuou o contraponto trazido pelas apurações das autoridades.
“Só para deixar claro, o senhor falou que não tem dinheiro público, mas não é o que diz a investigação da polícia”, afirmou a jornalista.
O advogado imediatamente rebateu a colocação da apresentadora.
“Só quero deixar claro que quero ser tratado com respeito e que não fale que é mentira”, declarou Ricardo Sayeg.
Sadi retrucou de pronto para esclarecer que apenas reproduzia as informações constantes nos relatórios policiais.
“Não falei isso. Eu não disse que tem dinheiro público, quem está dizendo é a polícia, que está fazendo uma investigação”, respondeu a apresentadora, repassando em seguida a palavra ao repórter Reynaldo Turollo Jr.
Suspeita de triangulação de emendas
A produção do filme Dark Horse entrou no radar das autoridades devido a suspeitas de uso indevido de verbas parlamentares. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, recursos oriundos de emendas enviadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) teriam percorrido um “circuito financeiro fechado” entre empresas sob apuração.
Diante dos indícios levantados no inquérito, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirou o sigilo das apurações que apuram as supostas irregularidades no custeio da obra cinematográfica. O caso segue sob investigação do Poder Judiciário e da Polícia Federal.





