O médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, deixou a prisão nesta quinta-feira após decisão da Justiça no Paraná. Ele havia sido preso preventivamente pela Polícia Civil após ser acusado de abusar sexualmente de uma paciente durante atendimento médico em Teixeira Soares. O caso ocorreu no momento em que a mulher iniciava o trabalho de parto.
A vítima relatou à polícia que o abuso teria durado cerca de cinco minutos enquanto recebia atendimento no hospital. A prisão preventiva foi cumprida na quarta-feira, mas acabou revogada no dia seguinte em razão da idade do investigado.
Além deste episódio, o médico também é investigado por outros três casos semelhantes registrados neste ano. Em abril, ele foi indiciado após mulheres denunciarem supostas práticas abusivas durante consultas ginecológicas.
Uma das pacientes afirmou que o profissional realizou massagens em suas partes íntimas alegando tratar-se de uma orientação sexual. A polícia informou que o procedimento citado não possui respaldo científico nem faz parte de protocolos médicos reconhecidos.
A mulher procurou ajuda uma semana após o atendimento e relatou forte abalo emocional. Ela contou que decidiu formalizar a denúncia depois de conversar com outros profissionais da saúde e descobrir que os procedimentos realizados não eram considerados normais.
O caso mais recente investigado pela polícia aconteceu em 2011 e só foi denunciado recentemente após a vítima tomar conhecimento de relatos de outras mulheres e procurar a delegacia.
A defesa do médico afirmou que a prisão era injusta e sustentou que ele apenas realizava procedimentos relacionados ao parto, além de destacar que os fatos investigados ocorreram há cerca de 15 anos.





