Um caso de extrema violência e repercussão internacional ganhou novos e chocantes desdobramentos durante as audiências judiciais no estado de Michigan, nos Estados Unidos. Cortney Bartholomew, de 41 anos, acusada de matar a própria filha grávida, Rebecca Park, de 22 anos, e retirar o bebê de seu ventre, mantinha um caso extraconjugal e sexual com o noivo da vítima.
A revelação foi feita às autoridades policiais e ao Tribunal local pelo próprio genro da acusada, Richard Falor, em depoimento oficial. Cortney e o marido, Bradley Bartholomew, de 48 anos, respondem presos pelo assassinato brutal da jovem e pela morte do bebê.
Desaparecimento e localização do corpo em floresta
Rebecca Park desapareceu no mês de novembro e seu corpo foi localizado por equipes de buscas três semanas após o sumiço, em uma área da Floresta Nacional Huron-Manistee, nas proximidades da residência de sua mãe, em Boon Township.
O laudo da autópsia cadavérica confirmou que a jovem foi vítima de múltiplas perfurações provocadas por arma branca. Os peritos criminais e médicos legistas identificaram cortes profundos na região abdominal e constataram que a placenta continuava presa ao corpo. Documentos judiciais apontam que Rebecca ainda estava viva no momento em que a criança foi extraída de seu corpo.
“Fizeram ela se deitar no chão enquanto arrancavam o bebê de dentro dela, o que causou ambas as mortes”, afirmou a promotoria de justiça responsável pelas acusações no tribunal.
Bebê foi removido após emboscada com cheque falso
Em depoimento prestado aos investigadores, Bradley Bartholomew relatou que a esposa foi a responsável por cortar o abdômen de Rebecca e retirar a criança, que estava com aproximadamente 39 semanas de gestação. O acusado alegou que o recém-nascido não chegou a respirar.
Mais tarde, em interrogatório, Cortney também admitiu ter realizado a extração do bebê e sustentou que a criança não sobreviveu. Os restos mortais do recém-nascido não foram localizados pelas forças de segurança e seguem desaparecidos.
A reconstrução do crime indica que o casal atraiu a jovem para um veículo enviando a foto de um falso cheque de herança no valor de US$ 18 mil (cerca de R$ 90 mil). Na sequência, conduziram a vítima até uma zona de mata fechada. Após a remoção do bebê, o corpo de Rebecca foi ocultado ao ser empurrado por um barranco e coberto por folhagens.
“A acusada teria planejado o crime porque queria desesperadamente ter outro filho, mas não conseguia mais engravidar”, declarou Bradley à polícia sobre a motivação da esposa.
Depoimento do noivo e avaliação de insanidade
O noivo da vítima, Richard Falor, prestou depoimento detalhado e revelou às autoridades que manteve um caso amoroso e sexual com a sogra meses antes de iniciar o namoro com Rebecca. Ele relatou que, durante os encontros, Cortney demonstrava uma obsessão contínua em ter uma criança, mesmo ciente de sua incapacidade biológica de engravidar.
Cortney e Bradley Bartholomew foram indiciados pelos crimes de homicídio em primeiro grau, tortura, ocultação de cadáver e agressão grave a gestante com resultado morte.
No mês de julho, Cortney foi submetida a uma avaliação de competência mental a pedido da defesa para averiguar a capacidade de responder ao processo. Após os laudos médicos atestarem a sanidade da ré, a Justiça deu prosseguimento às audiências que definirão o encaminhamento do casal ao júri popular. Os réus permanecem presos sem direito à fiança.




