O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, declarou publicamente que não apoiará nenhum dos concorrentes que avançaram para o segundo turno da eleição presidencial. Em transmissão ao vivo realizada logo após a conclusão da apuração das urnas na noite do último domingo (4), o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) rechaçou tanto a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) quanto a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a transmissão com apoiadores, o postulante, que obteve a quarta colocação no pleito nacional com 2,24% dos votos válidos, deixou os eleitores livres para tomarem suas próprias decisões, mas enfatizou sua recusa em optar por qualquer uma das duas forças políticas que lideram a disputa.
“Façam o que vocês quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro”, declarou Renan Santos durante a transmissão.
Críticas ao PL e ao eleitorado brasileiro
A maior parte do pronunciamento do candidato foi dedicada a contundentes críticas a Flávio Bolsonaro. Renan Santos classificou o adversário do PL como um candidato “fraco, burro e corrupto”, além de sustentar que o parlamentar só garantiu a vaga no segundo turno devido ao capital político de seu sobrenome familiar.
O dirigente partidário estendeu as avaliações negativas à composição da futura bancada eleita pelo PL para a Câmara dos Deputados, referindo-se aos parlamentares escolhidos como “influencers retardados”. Ele também direcionou observações críticas às escolhas feitas pelas urnas ao longo das últimas décadas no país.
“O brasileiro resolveu errar de novo. Desde 2002 que o brasileiro vota errado”, afirmou o presidente do Missão ao analisar o resultado das urnas.
Balanço do primeiro turno e resultado das urnas
O resultado do primeiro turno consolidou a ida de Flávio Bolsonaro e Lula para a etapa decisiva da eleição. O candidato do PL alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente da República obteve 45,16%. A vantagem obtida pelo senador representa uma diferença superior a 2,2 milhões de eleitores.
O pódio de votação presidencial contou ainda com o escritor Augusto Cury, que terminou na terceira posição com 2,89% dos votos. Na sequência, aparecem Renan Santos em quarto lugar com 2,24% e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na quinta colocação com 2,18%. Os demais concorrentes da disputa não atingiram a marca de 1% dos votos válidos.
Em uma segunda gravação divulgada após a apuração, Renan classificou o pleito de 2026 como uma eleição de “devastação”, apontando a ausência de debates como um fator determinante para o cenário final. Ele ponderou, contudo, que mesmo sem recursos financeiros expressivos, sua campanha conseguiu superar o desempenho de dois governadores na corrida presidencial.





