O pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, causou intensa repercussão nas redes sociais após publicar um vídeo em que manifesta a necessidade de substituir a aeronave utilizada em suas viagens pastorais. O avião atual, um modelo fabricado em 1985, foi adquirido pela instituição religiosa no ano de 2009.
No pronunciamento, o religioso defendeu que o uso do transporte aéreo não tem finalidade pessoal ou de lazer para sua família, mas cumpre papel logístico nas atividades do ministério. A declaração foi acompanhada por um pedido direto de orações aos seguidores para viabilizar financeiramente a nova aquisição.
“O avião foi comprado não para passear com a minha família, é ferramenta de trabalho. Estou precisando trocar e estou orando a Deus para abrir portas”, declarou o pastor durante a gravação.
Estrutura e patrimônio da associação
Conforme explicado pelo próprio líder evangélico, o registro da aeronave pertence à Associação Vitória em Cristo, entidade responsável por gerenciar a infraestrutura das missões, eventos e deslocamentos da igreja. Malafaia alega que o ano de fabricação do jato compromete a eficiência dos trajetos e exige uma atualização técnica.
O apelo, contudo, dividiu opiniões no ambiente digital e reabriu discussões sobre a arrecadação e a aplicação de recursos em instituições religiosas de grande porte no país.
Vídeo antigo sobre contribuições volta a repercutir
Paralelamente à repercussão sobre o avião, internautas resgataram e voltaram a compartilhar outros registros em que o pastor adota tom rígido ao abordar o cumprimento das obrigações financeiras por parte dos fiéis. Nas imagens, ele critica duramente membros da igreja que repassam valores inferiores aos percentuais devidos sobre seus rendimentos.
De acordo com o religioso, existem frequentadores que tentam enganar a Deus ao registrar quantias menores nas caixas de coleta apenas para manter as aparências de membros fiéis perante a comunidade.
“O cara tinha que dar um dízimo de R$ 5.000. Aí ele vai lá e bota R$ 1.000, para dizer que tá dando dízimo. Tinha que dar dízimo de R$ 10.000, aí ele bota lá R$ 2.000, para dizer que tá dando dízimo”, afirmou no trecho que voltou a circular.
Desdobramentos no cenário evangélico
A sobreposição dos dois episódios intensificou o debate sobre a relação entre lideranças neopentecostais, prestação de contas e o padrão de vida mantido por meio de contribuições da comunidade. Até o momento, a assessoria do pastor não emitiu novos comunicados para detalhar prazos ou valores estipulados para a aquisição da nova aeronave.





