Os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas para a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), definiram Minas Gerais como destino prioritário nesta primeira semana oficial de campanha eleitoral. O estado estratégico passa a concentrar os primeiros grandes atos políticos dos principais concorrentes ao Planalto.
A escolha reflete o peso do eleitorado mineiro, que representa o segundo maior colégio eleitoral do país. O cenário de equilíbrio nas urnas e a necessidade de fortalecer palanques locais tornaram o território o principal palco inicial para a disputa nacional de 2026.
Agenda do candidato petista
Lula viaja a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (21) para o lançamento oficial de sua chapa no estado, com foco na campanha de Patrus Ananias ao governo estadual. A capital mineira será a primeira parada após a largada das atividades em São Bernardo do Campo, em São Paulo.
O calendário da campanha prevê o retorno do petista a Belo Horizonte no final do mês. No dia 29 de agosto, ele participa de um encontro nacional voltado ao eleitorado feminino, segmento apontado como estratégico pelo comando da campanha.
Movimentações do adversário
Flávio Bolsonaro iniciou sua agenda em Juiz de Fora, onde realizou uma motociata e discursou na Praça da Estação. O trajeto escolhido remete diretamente ao histórico político da família, passando por locais simbólicos para consolidar a base conservadora na região.
“A intenção é justamente repetir ações que remetam ao pai, atualmente em prisão domiciliar, em Brasília”, apontam analistas políticos sobre a estratégia adotada pelo candidato do PL.
No período noturno, a agenda do candidato prevê a participação no lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo mineiro, consolidando a presença do partido no estado.
Cenário e palanques estaduais
A definição das alianças locais em Minas Gerais enfrentou impasses até o encerramento das convenções partidárias. Os dois principais grupos políticos negociaram apoios amplos antes de oficializar candidaturas próprias para o governo estadual.
A dificuldade inicial em fechar composições com lideranças locais não impediu que ambos priorizassem o território mineiro. A centralidade do estado no mapa eleitoral garante que a região continue ditando o ritmo da corrida presidencial nas próximas semanas.




