O clima na Seleção de Portugal voltou a ficar tenso após mais um episódio polêmico envolvendo Cristiano Ronaldo. O atacante abandonou a concentração da equipe antes da partida contra a Dinamarca, válida pela Liga das Nações, após entrar em forte atrito com o técnico Jorge Jesus.
A insatisfação do camisa 7 começou durante a vitória portuguesa por 2 a 1 contra a Noruega. O jogador passou cerca de 30 minutos no aquecimento à beira do gramado e não foi colocado em campo, atitude que interpretou como uma “traição” por parte do comandante.
Mesmo após tentativas de mediação feitas por Jorge Jesus e pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol para contornar a situação, o atacante manteve a decisão de sair. O atleta embarcou em um voo direto da Dinamarca com destino à Espanha e agora corre o risco de sofrer punições disciplinares.
Histórico de desentendimentos desde a estreia
A insatisfação recente não é um caso isolado na carreira do jogador. Desde sua estreia pela seleção principal, em agosto de 2003, Cristiano Ronaldo já se envolveu em atritos e divergências públicas com quatro dos seis treinadores que comandaram a equipe portuguesa.
O retrospecto mostra que as rusgas atravessaram diferentes gerações do comando técnico. Os únicos treinadores que não registraram episódios de conflito com o atacante foram o brasileiro Luiz Felipe Scolari e o espanhol Roberto Martínez.
Entre os episódios marcantes da trajetória do jogador pela seleção está o atrito com Carlos Queiroz, que esteve à frente da equipe entre 2008 e 2010. A relação entre ambos se deteriorou após críticas públicas direcionadas ao desempenho do atleta no período.
Apoio familiar e desgaste em grandes competições
A conduta de Cristiano Ronaldo na seleção e sua utilização na equipe titular também envolveram seus familiares em polêmicas públicas. A influenciadora Georgina Rodríguez, com quem o atleta oficializou o casamento em agosto, já saiu em defesa do marido em ocasiões anteriores.
“Não se pode subestimar o melhor jogador do mundo.” — Georgina Rodríguez, ao defender o atacante de críticas após a Copa do Mundo
O desgaste e as decisões técnicas envolvendo o atacante já haviam sido apontados como ponto de pressão na equipe. A imprensa internacional chegou a classificar o modelo de gestão em torno do jogador como um fator de risco para o ambiente coletivo do grupo.
Com a saída não autorizada da concentração, a federação portuguesa avalia como proceder em relação à conduta do atleta, enquanto a equipe tenta manter o foco na sequência dos compromissos internacionais.





